Em janeiro de 2025, Mato Grosso do Sul comemorou a criação de 3.176 empregos formais, com o setor da Agropecuária sendo o principal destaque. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme relatório do Observatório do Mercado de Trabalho, elaborado pela Assessoria de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Com esse crescimento, o total de pessoas trabalhando com carteira assinada no Estado chegou a 673.560, representando um aumento de 0,47% em relação ao mês anterior.
Entre os quatro grandes setores da economia, três registraram saldo positivo nas contratações em janeiro: Agropecuária com 1.524 novos empregos, Indústria com 746, Construção com 790 e Serviços com 625. O setor de Comércio, no entanto, apresentou um saldo negativo de -509 vagas. O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, explicou que essa variação é comum: “No mês de janeiro, como é comprovado, nós temos normalmente uma demissão no setor de Comércio e Serviço decorrente do final do ano das vagas abertas em função das atividades de final do ano.”
Por outro lado, o secretário destacou o incremento de contratações na Agropecuária, refletindo o início da colheita agrícola e a contratação de trabalhadores para novas culturas, como a citricultura, além do crescimento na Indústria. “Esses são fatores positivos. Quando olhamos a Construção Civil, percebemos uma grande ativação desse mercado com o surgimento de novos empreendimentos e a cobertura do problema habitacional”, afirmou Verruck.
No Mapa do Emprego, Campo Grande liderou com o maior saldo de empregos no estado (620), seguido por Chapadão do Sul (333) e Nova Alvorada do Sul (220). Em contrapartida, os municípios que mais fecharam postos de trabalho foram Rio Brilhante (-142), Dourados (-77) e Aparecida do Taboado (-53).
Quanto ao grau de instrução dos novos empregados em janeiro, a maioria (2.054) havia concluído o Ensino Médio, 678 não terminaram o Ensino Fundamental, 202 tinham o Fundamental incompleto e 161 o Ensino Médio incompleto. Apenas 103 cursaram o Ensino Superior e 6 se declararam analfabetos. Entre as pessoas com Ensino Superior incompleto, houve mais demissões do que admissões.
Para Jaime Verruck, janeiro foi “um mês bastante positivo para a geração de empregos e melhoria da renda das famílias”. O ritmo atual garante ao Estado o crescimento da economia e a ampliação do mercado formal de empregos. “É o caminho que queremos para o desenvolvimento do trabalho em Mato Grosso do Sul: maior número de vagas, maior renda e maior empregabilidade”, concluiu.