Vanessa Ricarte, Mirielle Santos, Juliana Dominguez, Emiliana Mendes, Karina Corim, Aline Rodrigues, Gabriela Araújo Barbosa e Giseli Cristina. A homenagem do dia das mulheres que seria com flores e parabéns, se transformaram em cruzes num ato em Campo Grande (MS), onde mulheres se uniram com cruzes fincadas em um canteiro da avenida Afonso Pena para pedir o fim do feminicídio e o direito de existir, trabalhar e amar sem opressão ou medo.
As cruzes traziam fotos das mulheres que perderam a vida em 2025, vítimas da violência. A ação serviu como uma dolorosa lembrança da luta que o gênero enfrenta diariamente e dos direitos que frequentemente são esquecidos.
O ato reuniu 35 pessoas no cruzamento da avenida Afonso Pena com a Rua 25 de Dezembro.
A manifestação, realizada no Dia Internacional da Mulher, simbolizou as vítimas de feminicídio e destacou a luta diária contra a opressão e o medo.
Entre as pautas, a necessidade de transformar a angústia em força, mencionando o assassinato de oito mulheres em menos de três meses, incluindo três indígenas.
Já Maria Cristina Ataide, do Fórum Permanente Pela Vida das Mulheres e Crianças de MS, criticou a ineficácia das políticas públicas e a falta de voz para as vítimas e suas famílias.
Priscila Anzoategui reiterou que o objetivo é transformar a angústia em força.
“Vamos marchar em repúdio a todas as mulheres vítimas do feminicídio. Em menos de três meses, oito mulheres já foram assassinadas, entre elas três eram indígenas, e essa pauta também precisa de visibilidade”, afirmou.
Vale ressaltar que Aline Rodrigues, amiga de Karina Corim e que morreu em Caarapó, vítima do ex da amiga, foi lembrada no protesto, mesmo não sendo enquadrada como feminicídio, mas como homicídio doloso, de acordo com os dados da Polícia Civil.