Jovem de 20 anos foi preso após quebrar medida protetiva, agredir e ameaçar a ex-companheira, de 19 anos. O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (24) no Portal Caiobá em Campo Grande (MS). Além dele, o irmão também foi preso após confrontar os policiais, que foram hostilizados por populares. A PM precisou usar bombas de efeito moral.
De acordo com as informações apuradas pela reportagem, a vítima, que tem um filho de dois anos com o autor, afirmou que ele a perseguiu até a residência de parentes, onde foi orientada a retornar para sua casa. No entanto, ao chegar, foi agredida e insultada por ele, que ainda quebrou objetos da casa.
A equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a situação quando encontrou o autor proferindo ameaças e insultos.
Enquanto a equipe colhia informações, Davi saiu da residência e continuou as agressões verbais contra a vítima, dizendo que ela era “vagabunda e filha da puta” afirmando que a mataria na frente da polícia e que também mataria os policiais.
Neste momento, a guarnição tentou conversar com o autor, que passou a insultar a equipe policial, proferindo palavras de baixo calão e desafiando os policiais “sair no soco”.
Ele tentou resistir à abordagem e fugiu para dentro de uma residência, onde foi acolhido pelo irmão que tentou impedir o agressor de ser preso.
Jefferson dos Santos de Souza Junior, diante do flagrante foi dada a ordem para que o indivíduo se
afastasse, porém, Jefferson além de desobedecer, ainda empurrou um dos policiais.
A polícia solicitou apoio para cercar o local e conseguir efetuar a prisão do autor, que apresentava escoriações após quebrar um vidro durante a confusão.
Durante a ação, um grupo de populares cercou as viaturas e começou a atacar as equipes com objetos, levando a polícia a utilizar medidas de contenção com bomba de efeito moral.
Tanto a vítima quanto o autor foram levados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para as devidas providências. O familiar que tentou impedir a prisão também foi encaminhado à delegacia.
A mulher recebeu orientações sobre como proceder em relação às medidas protetivas e acompanhamento psicossocial. Ela foi informada sobre os canais de atendimento disponíveis para obter suporte e assistência jurídica.